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6/12/12 às 19h31 - Atualizado em 29/10/18 às 10h59

Embaixador da arquitetura brasileira

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Oscar Niemeyer projetou, ao longo de seus 104 anos, inúmeras obras em 18 países. Cerca de 80 edificações no Distrito Federal trazem sua assinatura – a primeira delas antes mesmo da inauguração de Brasília: o Catetinho, erguido em apenas 10 dias, em 1955. A mais recente foi a Torre de TV Digital, entregue ao público no dia 21 de abril, na comemoração dos 52 anos de fundação da cidade.

Entre as obras da capital destacam-se os palácios da Alvorada, do Planalto, do Itamaraty e da Justiça; os edifícios-sede do Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça e tribunais superiores Eleitoral e do Trabalho. O arquiteto projetou a Catedral e os prédios do Conjunto Cultural da República, da Esplanada dos Ministérios, do Ministério Público da União, da Ordem dos Advogados do Brasil e do Instituto de Arquitetos do Brasil.

No livro Minha experiência em Brasília, lançado em 1961, Niemeyer afirmava: “Brasília representa para todos que nela colaboraram uma experiência tão cheia de lutas e ensinamentos que nunca poderá ser esquecida”. Mais de 50 anos depois, muitos que chegam à Capital da Esperança ainda têm a mesma sensação.

Além das sedes dos três Poderes federais, são de sua autoria os projetos arquitetônicos do Teatro Nacional de Brasília, do Cine Brasília e da Casa do Cantador. O arquiteto ainda assina o Panteão da Liberdade e da Democracia, o Centro Cultural de Taguatinga, a Ponte Costa e Silva, alguns prédios da Universidade de Brasília, o Memorial JK e o Aeroporto Internacional de Brasília.

Niemeyer é também autor de um grande número de projetos em diversos estados brasileiros, como Alagoas, Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Pará, Paraná, Pernambuco, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Tocantins.

Além do DF, Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais são unidades federativas que concentram muitas de suas obras. No Rio, Niemeyer projetou, por exemplo, a urbanização da Praça XV, o Sambódromo, o Hotel Quitandinha, o Riocentro, a sede da TV Manchete, a União Nacional dos Estudantes e o Museu de Arte Contemporânea de Niterói. Foi também na antiga capital que, em 1936, participou de um projeto junto com Lucio Costa, na construção do Ministério da Educação e Saúde. Quase 20 anos depois, os dois iriam, juntos, concretizar o sonho de construir a capital de todos os brasileiros, no Planalto Central.

Em São Paulo, foi responsável pelo edifício Copan, pelo Memorial da América Latina e pelo complexo de auditórios e pavilhões do Parque do Ibirapuera. Em Minas, destacam-se o Museu de Arte da Pampulha e a Assembleia Legislativa.

Há também inúmeras obras de sua autoria em outros países como Arábia Saudita (na ilha de lazer em Abu Dhabi), Argélia, Bélgica, Bolívia, Chile, Cuba, França (a sede da montadora Renault), Israel, Líbia, México, Noruega, Reino Unido, Rússia, Senegal, Uruguai e Venezuela. Nos Estados Unidos, Niemeyer é autor, entre outras edificações, da sede da Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque. Além de Brasília, Oscar Niemeyer também planejou os conjuntos urbanísticos de Santo André (SP), Dieppe (França) e Neguev

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